
Sempre amei Clarice
Desde o primeiro momento em que a vi
Sua foto estampada num livro de literatura juvenil
Onde fomos apresentadas
Seu olhar lânguido me conquistou
Suas palavras vieram calar as minhas, por momentos
Onde , como num reflexo no espelho,
Falavam por mim
Descobri que muita gente se cala ao ouví-la
Pois, seu semblante nos emudece
Nos entorpece
Aqui, depois, de muito tempo passado,
Com a poesia que agora me faz falar
Cada vez mais perto de um Coração Selvagem
Utilizando as palavras, talvez as mesmas,
Relendo os sentimentos que brotam de cada texto seu.
Toda claridade é pouca perto de Clarice
Toda luminosidade que a contempla
Cega muitos olhos aflitos...
Para compreendê-la, enfim,
aprendendo a viver
Bastam apenas perguntas
Sem nenhuma ínfima resposta