Luz e Sombra


Na claridade vejo meus poros
Na sombra, minhas ilusões
Figura e fundo...
Casca e Miolo...

Na luz vejo meus olhos
No escuro, meus fantasmas
Sem me distorcer em vultos
Enxergo melhor em luzes apagadas

Na solidão, o espelho é visível
Repentina, toda claridade me cega
O ouro em pó se derramou
Percorrendo os vãos da escada
Quem sobe, sem medos,
Enfrentando seu próprio breu
Reluz, cintilante, adentro madrugada.

Um comentário:

Carol Barcellos disse...

Gostei muito do poema, porque apesar de sempre ter sido luz, atualmente ando mais para sombra, hehehe...
Não há nada melhor do que se vasculhar por dentro, e enfrentar as próprias escuridões e fazer delas uma vantagem. Como diz a música "Let go" da Imogen Heap: "...'cause there's beauty in the breakdown..."

Beijinhos doces cristalizados!!! :o*

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