A Tradução do Silêncio


Foto: René Magritte

Guiada por uma estrela
Na noite incandescente
Cores, aromas e sensações
Trazidas por imagens inconscientes

Não somos mais os mesmos
Somos um pouco mais
No minuto atrasado
Do tempo que chega

A lógica sem sentido
De velhas pulsações
Levitando sobre a página do livro aberto
à deriva...
Na torrente de emoções.

Estou no que digo, mas ,
Principalmente no que deixo de dizer
Estou no hiato
Na hiância
Nos intervalos
Sobre a ponte entre duas margens inexistentes.

O Tudo e o Nada
Na solidão dos mosteiros
Na tradução do silêncio.

4 comentários:

lila disse...

lind a postagem e lindo blog!!!!

Renato Hemesath disse...

MARAVILHOSO!

Olha, que texto mais lacaniano. Gostei muito como você trás a questão do dizer e principalmente neste trecho aqui:

"Estou no que digo, mas ,
Principalmente no que deixo de dizer
Estou no hiato
Na hiância
Nos intervalos
Sobre a ponte entre duas margens inexistentes."

É interessante que tanto a ausência de fala quando a fala que invade e tropeça o sujeito que diz "nada quiz dizer" afirmam verdades e significados que são só dele, embora nada saiba e nada queira saber.
Parabéns pela tradução do silêncio!

Bom final de semana!

Abraços

Gisely Azevedo disse...

Adoro seu blog. Então, to passando aqui, (além dos motivos de sempre rs) pra dizer que indiquei vc para uma homenagem entre blogueiros. Passa no blog e pega seu selo.

Cristina disse...

Nossa como é Lindo tudo o que escreve...e como se parece com tudo que eu sinto!!!
Mais uma vez Obrigada!!!
Um grande Beijo!!!

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