A Menina e o Tempo




Lá aonde se espera a vida
Aonde as feridas são indolores
A menina aprisionada no tempo
Faz soprar, nos céus, os ventos da mudança

Enquanto as árvores não crescem
E ainda pulsa a cor da esperança
Tenha, ao toque das mãos
A maciez dos dias amanhecidos

Quando as crianças choram
Alguém as olha por detrás das nuvens
Protegendo-as das lágrimas que deixam marcas
Que são logo transformadas em chuva

E que de chuva encharca
A terra que ainda não foi plantada
Brotam, mesmo que silentes,
Nos olhos de quem ainda não cresceu
Ao viver, se desejando ou sentindo
O sol que ainda vai nascer

4 comentários:

Cristina disse...

Oi Maria Regina!!!

Há tempo para tudo...para plantar e colher,chorar e sorrir...e tudo esta enlaçado.
Lindo o que escreveu...um lugar onde as feridas são indolores...que bom lugar seria esse!!!
Um grande Beijo

Mara Farias disse...

Parace que nunca vamos crescer,mas a gente cresce e muda,tudo muda!

A Cara da Poesia

Cristina disse...

Oi Maria Regina!!!

Tenho que te agradecer,pois são pessoas como você que me inspiram!!!
Nos aproximamos das Pessoas por afinidades e permanecemos pelo amor e carinho.

Um Grande Beijo

Abner, disse...

para o dia de amanhã sempre desejamos que seja o Sol o nosso despertador.

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