Miragem




O corte divide em metades,
Mas, também faz nascer dois lados inteiros.

O amor dói
Mas sacramenta
Um sentimento intenso que valeu a pena existir.

A sombra não é concreta,
Não podemos abraçá-la,
Mas reflete o que é real.

O outro que vemos,
Julgamos saber quem é,
Se mostra uma miragem
No deserto de nossas projeções.



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2 comentários:

Jaque*Sampaio disse...

perfeito lindo.

Renato Hemesath disse...

Oi Maria! que versos maravilhosos!
O outro enquanto projeção daquilo que é nossos: uma realidade notória mas difícil de ser vista, ao mesmo tempo.

A trilogia das cores também me marcou muito e me fez querer conhecer todos os trabalhos do Kieslowski.
A resenha da Liberdade é azul foi publicada neste dia: http://www.cinefreud.com/2010/10/o-brincar-e-azul.html

Uma ótima semana prá ti.
Abraços

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