Clarice



Sempre amei Clarice
Desde o primeiro momento em que a vi
Sua foto estampada num livro de literatura juvenil
Onde fomos apresentadas

Seu olhar lânguido me conquistou
Suas palavras vieram calar as minhas, por momentos
Onde , como num reflexo no espelho,
Falavam por mim

Descobri que muita gente se cala ao ouví-la
Pois, seu semblante nos emudece
Nos entorpece

Aqui, depois, de muito tempo passado,
Com a poesia que agora me faz falar
Cada vez mais perto de um Coração Selvagem
Utilizando as palavras, talvez as mesmas,
Relendo os sentimentos que brotam de cada texto seu.

Toda claridade é pouca perto de Clarice
Toda luminosidade que a contempla
Cega muitos olhos aflitos...

Para compreendê-la, enfim,
aprendendo a viver
Bastam apenas perguntas
Sem nenhuma ínfima resposta




3 comentários:

Asas que ultrapassam os limites do Sol disse...

Muito obrigada por me deixar participar do seu espaço, esse sagrado território, sua casa virtual!
Estou encantada por sua Literatura de cabeceira, realmente, tal como Freud, a Literatura consegue com sua linguagem sem codificação convensionada superar nossas expectativas e responder até o que não ousamos nos perguntar, não é?
Seus filmes, preciso ver...
Seu bolg é simplesmente inspirador, muito obrigada por ir lá no meu Céu passear e sinta-se a vontade sempre.
Hilda Freitas, Belém

Cora disse...

Faço suas, minhas palavras, Clarice é o que há!!

beijos!

Maria Regina disse...

Leiam o livro" Aprendendo a viver" de Clarice Lispector que reúne textos e crônicas que ela escrevia para um jornal.
Mostra uma Clarice mãe e mulher no seu dia-a-dia.
Vale a pena conferir!
Um abraço a todos!

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