Frágil



Um leve sopro me faz flutuar

No cheiro ácido do limão

Terra batida no canto do pássaro

Que depois da chuva, estufa de alegria



Junto do tronco rosado do ipê

O vento leva folhas salpicantes

contato que traz desassossego

Me pareço, tem vêzes, como uma avenca

Frágil, indócil, no meio do campo em desalinho

Ou então, tal como filhote indefeso

a esperar ansioso comida no ninho.

Um comentário:

Flávio disse...

Adoro suas poesias. Elas estão mais lindas a cada dia, mostrando uma mulher que tem encontrado nas palavras a sua alma.

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